Curso Estudos Técnicos com a Herpetofauna (Técnicas de Amostragem de Anfíbios e Répteis para Estudos Ambientais)

25/11 – 26/11

A herpetofauna, constituída pelos répteis e anfíbios, é um grupo faunístico de destaque nos estudos ambientais, sendo bastante notável em quase todas as comunidades terrestres. Devido à sua baixa mobilidade, especificidade de habitat, requerimentos fisiológicos e facilidade de estudo, anfíbios e répteis são considerados modelos ideais para estudar os efeitos da fragmentação e também um grupo de destaque para estudos em regiões sob pressão de empreendimentos impactantes. As características anatômicas e fisiológicas dos anfíbios tornam esses animais extremamente sensíveis a mudanças ambientais e, dessa forma, excelentes bioindicadores. A definição e execução de métodos de amostragens da herpetofauna serão abordados no presente curso, além do estado de conhecimento da herpetofauna brasileira, métodos de identificação e análise de anfíbios e répteis em campo e laboratório, utilização de dados ecológicos da herpetofauna para indicação de condições ambientais e métodos de estudos com anfíbios e répteis em projetos ambientais. Além disso, serão abordados os cuidados no manuseio de anfíbios e répteis e riscos e prevenção de acidentes.

CONTEÚDO

Parte 1


Estado atual de conhecimento sobre a herpetofauna brasileira


Identificação de anfíbios e répteis


Ecologia de anfíbios, lagartos, serpentes, jacarés e tartarugas


Ofidismo


Primeiros socorros e prevenção de acidentes com répteis e anfíbios (Ministrado pela Médica do Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná, Lenora Rodrigo)

Parte 2


Anfíbios e répteis como bioindicadores


Objetivos usuais dos estudos ambientais: diagnóstico e monitoramento, métricas; resgates de fauna


Protocolo mínimo (levantamento/monitoramento): dados de base; dados de campo, riqueza e abundância ao longo do tempo e espaço.


Métodos de estudos de campo com répteis e anfíbios; busca ativa e visual (períodos diurno e noturno); armadilhas de interceptação e queda; covos ou armadilha de funil; transectos auditivos; técnicas de marcação

Parte 2


Anfíbios e répteis como bioindicadores


Objetivos usuais dos estudos ambientais: diagnóstico e monitoramento, métricas; resgates de fauna


Protocolo mínimo (levantamento/monitoramento): dados de base; dados de campo, riqueza e abundância ao longo do tempo e espaço.


Métodos de estudos de campo com répteis e anfíbios; busca ativa e visual (períodos diurno e noturno); armadilhas de interceptação e queda; covos ou armadilha de funil; transectos auditivos; técnicas de marcação

Parte 3


Contenção e captura


Equipamentos de manuseio


Soltura, afugentamento e relocação; resgate e destinação


Preparação e preservação de material científico

Parte 4


Planejamento amostral


Preparação e análise dos dados


Elaboração de relatório de atividades com base em estudo de caso prático acompanhado

Parte 4


Planejamento amostral


Preparação e análise dos dados


Elaboração de relatório de atividades com base em estudo de caso prático acompanhado

Práticas em Campo


Definição e realização das amostragens


Procura visual limitada por tempo


Registros auditivos em sítios de reprodução de anfíbios


Armadilhas de barreira e queda


Análise do uso do hábitat pelas espécies

PROGRAMAÇÃO

O curso possui carga horária total de 20 horas, sendo 9 horas de aulas práticas

As aulas teóricas e práticas do curso serão realizadas na região de Porto de Cima, em Morretes, Paraná, no Espaço Ecológico João Mineiro. O local conserva belas áreas de Mata Atlântica e está localizado em frente a um exuberante trecho do rio Nhundiaquara. A área foi escolhida por apresentar características favoráveis à presença de diversas espécies de répteis e anfíbios.

No sábado (25 de novembro) os alunos terão aulas teóricas e práticas no local, em Porto de Cima, Morretes durante todo o dia e também no período noturno. Serão servidos café da manhã, almoço, coffee break e jantar para os alunos.

No domingo (26 de novembro), serão realizadas aulas durante todo o dia e as atividades serão encerradas às 16:00. Serão servidos café da manhã e almoço para os alunos.

Os alunos, professores e a equipe de organização do curso ficarão hospedados durante a realização do curso (de sábado a domingo) na Pousada Itupava e no Espaço Ecológico João Mineiro, com diferentes opções de acomodações.

Valor do Curso: R$590,00
(3° LOTE – ÚLTIMAS VAGAS)


O valor pode ser pago através de boleto bancário, depósito em conta ou cartão de crédito ou débito, através do Pagseguro, com opção de parcelamento.

Estão incluídos no valor: curso, alimentação (sendo 2 cafés da manhã, 1 coffee break, 2 almoços e 1 jantar), certificado com carga horária de 20 horas e hospedagem em alojamento compartilhado.

Se o aluno optar por alterar a forma de hospedagem disponibilizada acima, deverá pagar o valor adicional de:
R$75,00 para uma diária em suíte compartilhada (com cama box, ar condicionado, TV e frigobar)
ou
R$90,00 para suíte single (com cama box, ar condicionado, TV e frigobar).

OS PROFESSORES

JULIO CESAR DE MOURA LEITE


Julio Cesar de Moura Leite é biólogo, com Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Paraná. Trabalha com répteis desde 1983. Sua experiência abrange atividades docentes e de pesquisa junto à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (professor de Zoologia de Vertebrados e Biogeografia) e Museu de História Natural Capão da Imbuia (como curador da coleção herpetológica), bem como trabalhos na área de consultoria ambiental. Em seu currículo constam trabalhos nas áreas de sistemática, taxonomia e história natural de serpentes. É membro do Conselho Estadual de Proteção à Fauna (CONFAUNA) e participou da elaboração das listas estaduais de espécies ameaçadas de extinção.

LENORA RODRIGO


Lenora Rodrigo possui graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Foi médica do SIATE de Curitiba por dez anos e médica sanitarista da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná desde 1992. Atuou como emergencista no Serviço de Resgate da ECOVIA, Porto de Paranaguá e SAMU Litoral, e também como médica voluntária no COSMO (Corpo de Socorro em Montanha). Atualmente é médica plantonista do Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná.